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Lista de Fachin: Aécio e Jucá são os campeões, com o maior número de inquéritos

Os senadores Aécio Neves, do PSDB e Romero Jucá, do PMDB, são os que tem o maior número de inquéritos na lista do ministro Edson Fachin: cinco cada um. Em seguida, está o senador Renan Calheiros, do PMDB, com quatro. Vale lembrar que cada inquérito pode conter um ou mais crimes.
 
Na tarde dessa quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal divulgou em detalhes os depoimentos dos executivos da Odebrecht. Um dos delatores, Sérgio Luiz Neves, superintendente da empreiteira em Minas Gerais, contou, em dezembro do ano passado, que a primeira atividade ilícita em que ele se envolveu, relacionada ao PSDB e ao senador Aécio Neves, foi no ano de 2007.
 
Sérgio Luiz Neves também afirmou que, em 2014, foi acertada, por meio de Benedito Junior, do departamento da Odebrecht responsável pelo pagamento de propinas, a contribuição de R$ 6 milhões para a campanha de Aécio à Presidência. O pagamento seria feito por meio de um contrato com Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio Neves.
 
Mas, segundo Sérgio Luiz, por causa de um "cenário desfavorável" devido à Operação Lava Jato, a empreiteira pagou à campanha de Aécio metade do valor acordado, ou seja, R$ 3 milhões.
 
Também com cinco inquéritos no Supremo, o senador Romero Jucá teria recebido mais de VINTE E TRÊS MILHÕES de reais em propina da Odebrecht, segundo os delatores.
 
Jucá e Aécio Neves são investigados pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
 

Em nota, o senador Aécio Neves afirmou que considera importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações, porque assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta.
 
Romero Jucá disse que sempre esteve e sempre estará à disposição da Justiça para prestar qualquer informação, e acrescentou que nas campanhas eleitorais dele sempre atuou dentro da legislação e teve todas as contas aprovadas.

ALCKMIN E SERRA TAMBÉM SÃO ALVOS

Outros dois presidenciáveis tucanos também são alvo de pedidos de investigação. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi citado pelos ex-diretores da Odebrecht Benedicto Júnior, Carlos Paschoal e Arnaldo Silva. Eles relataram que o cunhado do governador, Adhemar César Ribeiro, teria recebido R$ 10,3 milhões, em espécie, referentes a contribuições em caixa 2 para as campanhas do tucano ao governo estadual em 2010 (R$ 2 milhões) e 2014 (R$ 8,3 milhões).

Em nota, Alckmin disse: “Jamais recebi um centavo ilícito”. Já o senador José Serra (SP) será investigado junto com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, pela acusação de ter recebido propina nas obras do Rodoanel. Em nota, Serra afirmou que não cometeu nenhuma irregularidade e que suas campanhas foram conduzidas pelo partido na forma da lei.

Foram autorizadas investigações contra outros quatro senadores tucanos: Cássio Cunha Lima (PB), Antonio Anastasia (MG), Ricardo Ferraço (ES) e Dalírio José Beber (SC). Quatro deputados do PSDB também integram a lista: Jutahy Júnior (BA), Yeda Crusius (RS), João Paulo Papa (SP) e Betinho Gomes (PE).

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